Padre Cícero

 

 

 

O PADRE CÍCERO

 

Cícero Romão Batista nasceu em 1844 na antiga Vila Real do Crato e chegou a Juazeiro em 1872, dando início ao sacerdócio junto a população pobre de sertanejos, numa cidade marcada pela violência e pela prostituição. Teve importante atuação tanto no sentido de aconselhamento espiritual como no trabalho junto às comunidades nas épocas de seca e de fome. Dessa maneira conquistou o respeito da comunidade que passou a lhe atribuir a qualidade de santo e profeta.

 

O messianismo passou a fazer parte de sua vida em 1891, quando a hóstia ficou vermelha na boca da beata Maria Madalena, fazendo com que o povo considerasse o fato como um milagre.

 

A partir de então desenvolveu-se grande campanha contra o padre movida pela Igreja católica, que proibiu-o de rezar as missas e forçou sua transferência de Juazeiro. Em 1898 foi chamado à Roma para dar explicações sobre o â??milagre" e é absolvido, retornando a Juazeiro.

 

Mesmo com a rejeição do milagre pelo padre, o boato se espalha e a cidade torna-se centro de romarias de camponeses que buscam a cura para seus males, ampliando a fama do "Padim Ciço".

 

A HISTÓRIA

 

Fala de Padre Cícero é preciso ter coragem foi benfeitor excelente com uma alta bagagem tido missionário de Deus conquistou os povos seus pela sua mensagem.

Foi ele o propagador do progresso regional, unido força opostas de forma descomunal, agindo por excelência sempre com paciência tratando a todos por igual.

 

A história tem princípio, que pra isso há um nexo falando-se claramente sem divergi, sem convexo, profetizar é predizer tudo vinha a acontecer ficava o povo perplexo.

Vou relatar com cuidado como tudo aconteceu desde o seu nascimento!

Padre Cícero nasceu (24 de Março 1844) na cidade do Crato terra dos missionários de gente boa de fato sua terra era assim já trazia cultura enfim, portanto não há boato.

Nasceu de manhã cedo na ainda rua grande lá não tinha hospitais conforme a imprensa explane é o seu nome reveje, e disso ninguém esconde.

 

Nesse tempo Juazeiro era apenas povoado com seis casas de tijolos e uma capela ao lado com trinta casas de taipa coberta na parte alta o povo era ignorado.

Do Crato ao povoado a estrada era sem pista, seus pais eram chamados Joaquim Romão Batista e Joaquina Vicência Romana sua mãe que tanto ama doutrinária catequista.

Irmãs: Maria Angélica Romana (1842 - 1878) e Angélica Vicência Romana (1849 - 1923).

Todos se preparavam pra cerimônia batismal na Igreja da Penha, cuja festa fraternal Manoel A. Nascimento aprontava o paramento juntamente à água e sal.

Após quinze dias fora ele batizado os padrinhos conhecidos, porque era estimado no dia (08 de Abril 1844) parente, avô e tio viam sonho confirmado.

Com sete anos de vida sai da tutela dos pais, vai estudar o primário pra iniciar seus anais fez a primeira comunhão (15 de agosto 1851) recebendo o perdão e, isso, são bons sinais.

 

Foi há quinze de agosto na bela matriz do Crato, portanto a primeira vez e, isso, não é boato Padre Cícero recebeu conforme o povo seu teve o primeiro mandato.

Com muita fé e amor começara a estudar com padre João Marrocos, que para facilitar um melhor entendimento das regras como instrumento ia ele se dedicar.

Foi ai nesse ínterim que veio se interessar numa obra importante, que fazia ressonar; São Francisco de Sales precursor dos milagres era história de encantar.

Com a história brilhante por Cícero pesquisada, ele estava em rumo certo a estrada procurada aos doze anos de idade fez voto de castidade, para seguir a jornada.

Seguiu a Cajazeiras com fim de estudar com dezesseis anos ia os estudos renovar; pro Colégio Padre Rolim partia ele com o fim de ir se aperfeiçoar.

A viagem era longa sem ter "tecnologia" ia de todo jeito através de montaria Cícero Romão Batista assim seguia a pista para futura alegria.

 

Com a "Cólera-morbo" invadida no Brasil dizimada na Europa não era nada sutil, chegou aqui de repente igual a uma serpente completamente hostil.

Com a chegada do mal, gerou mais concepção acerca da moléstia Joaquim Romão Batista (Pai) com certeza estaria vivo com alegria não fosse esse tufão.

Com a volta de Cícero à cidade do Crato devido a morte do pai fez tudo imediato, ficou entristecido por ver o falecido ajudou no ornato.

 

Depois da morte do pai Cícero ainda ressentido, é levado a Fortaleza pelo tutor João Brígido pra o estudo reiniciar sem, "contudo" discordar por quem era mantido.

Com Coragem e destemido conduzindo uma malinha Cícero seguiu viagem em busca da perninha, que seria em Fortaleza seu futuro com certeza vestiria uma toquinha.

Viajando em montaria sob chuva e sol ardente Cícero otimista segue destino contente cheio de esperança com toda confiança vai até o sol poente.

 

Após sua chegada encontra Marrocos José seu primo e amigo com quem dialoga até falando de sua estada, pergunta como ele estava na sua missão de fé!

Próximo à sua ordenação o Padre Chevalier suspendeu seus estudos com muito desprazer, e sem consideração Cícero acha ilusão não podia acontecer.

Com muito sofrimento veio à sua ordenação voltou ao seminário essa era sua intenção ser grande sacerdote, porquanto tinha o dote era sua imaginação.

Com a sua humildade foi finalmente ordenado (30 de novembro 1870) pelo bispo Dom Luís, que era o indicado conforme a intuição Padre Cícero Romão seria o enviado.

Tão logo se ordenou tomou logo a decisão, pra sua terra voltar e fazer a pregação de sua primeira missa que era a premissa foi à sua intenção.

Partindo de Fortaleza viajando a cavalo, vinha já na certeza de todos esperá-lo pra o cerimonial que seria sem igual e iria encantá-lo.

 

Ao chegar da capital já com sua ordenação (01 de janeiro de 1871) é recebido com palmas pelo povo do torrão, era o Crato sem igual à sua terra natal, chegava seu campeão.

No altar ornamentado na igreja Matriz cumpriu sua promessa conforme o povo diz celebrou com todo amor perante Deus Nosso Senhor, pois, isso lhe fez feliz.

Após a primeira missa (08 de janeiro 1871), passada a celebração, o padre foi ser professor era parte da devoção ensinava dedicado por todos era estimado amava a profissão.

 

Depois da festividade e de ter lecionado, é lhe feito um convite que o deixou abismado pelo professor Semeão sem nenhuma abnegação o padre e indicado.

Com muita simpatia o convite é aceito Padre Cícero viaja completamente sem jeito para na noite do galo sem vacilo, sem resvalo, se apresentar com respeito.

Nossa Senhora das Dores, padroeira do lugar no seu verdadeiro altar o padre foi divulgar seu maior ato de fé queria ele até com o povo propagar.

Um pequeno povoado era Juazeiro antigo tido "Tabuleiro Grande" terra onde fez amigo Padre Cícero Romão estendia sua mão nas benção do domingo.

A pequena capelinha cujo primeiro capelão Padre Pedro Ribeiro não fez nem objeção doado à padroeira a santa verdadeira do povo da região.

Ao lado da capela umas casas agrupadas com seis delas de tijolo as outras embuçadas somando vinte e quatro sem "cinema nem teatro" eram elas ajustadas...

Seguindo o raciocínio havia mais adiante choupana feita de palha uma das outras distante aumentando a quantidade delas em desigualdade mantidas inconstante.

Antes do povoado só arvores existia m permitindo boa sombra para os que ali vinham de passagem no lugar podendo até descansar e, em seguida partiam.

Mais, muitos iam ficando com desejo de morar mesmo inexistindo casa , para eles se amoitar ficavam sob as árvores frondosas e inigualáveis o que faziam acomodar.

Eram arvores bonitas nascidas no lugar , tá?

E, cuja formosura dizia o povo de lá sua altura descomunal e o dossel não tinha igual chamavam-se pés de Juá...

 

Outras arvores formosas ainda não se falou belas pela natureza era um verdadeiro amor, altas de estarrecer só "Deus podia fazer” aquelas pés de tambor!

As terra arborizadas tidas "Taboleiro Grande" eram do brigadeiro, disso ninguém esconde Leandro Bezerra Monteiro (05 de dezembro 1740) o seu nome verdadeiro mandava igual a um conde.

 

Brigadeiro Leandro destinatário do Crato, nasceu no sitio Muquém de onde é filho nato veio pra cá confiante sendo mais um retirante, porque era o seu trato...

As terras dessa faixa ficaram como herança para um de seus filhos conforme aliança feita no testamento, porque era pensamento sem guerra e embuança.

 

Nossa Senhora das Dores, padroeira do lugar, recebeu essas terras, para ele tutelar; Joaquim Antônio Meneses e Luiz Teles, corteses, doaram como cautela.

Doação essa louvável que pra todos foi um teste dos filhos do Brigadeiro naturais do agreste; o povo agradecido, porem, um pouco sofrido com a seca do Nordeste.

Para uma celebração chegava ao povoado (24 de dezembro 1871) sem saber o seu futuro, porque era convidado Padre Cícero Romão não cobrou nem um tostão e por Deus foi enviado.

 

Diretamente do Crato com destino ao povoado, montando um cavalo e por ser compromissado não botou dificuldade era novo em idade chegou dia combinado.

O objetivo dele era a celebração que vinha fazer aqui a convite de Semeão era a missa do galo e sem nenhum resvalo o padre fez o sermão.

 

Mantendo sua promessa o padre sempre vinha celebrar aos domingos, para manter sua linha fez uma evangelização junto a população e a historia caminha.

 

A primeira tentativa foi moralizar o lugar estabelecendo ordem para o povo acostumar exterminando confusões causadas por beberrões, para o progresso trilhar.

Quando o padre pernoitava na casa do professor na sala de escola, quando ficara confessor todo o dia cansativo essa foi mais um motivo fez tudo isso por amor.

 

Era já noite e dormia, quando teve uma visão um sonho provavelmente a voz surgia em adesão ele via Jesus Cristo conforme o que está escrito como primeira solução.

Jesus e os doze apóstolos entraram no recinto Jesus Cristo foi falando quero dizer o que sinto: estou muito magoado e também escabreado com o homem e seu instinto!

Procurei me esforçar pela salvação do mundo, mas se for desse jeito o tornarei moribundo! Pra isso há justa causa não farei nenhuma pausa o pecado é imundo!...

E virando-se ao Padre Cícero disse-lhe com firmeza: põe esse povo na pista no caminho da salvação pela sua orientação no pecado não persista!

 

Pela sua inteligência, o povo fez um pedido ao padre visitante o que foi atendido de maneira sensata sem nenhuma passeada; ele fez compreendido.

 

O padre logo aceitou a solicitação feita vindo para o lugarejo (11 de Abril de 1872) com sua mãe satisfeita, Angélica e Maria tudo isso num só dia numa viagem perfeita.

Pessoas afortunadas procurarão ajuda o padre e à família que aqui vieram morar dando roupa e mantimento, para durar algum tempo até tudo normalizar.

Rosário de mãe de Deus foi por ele ensinado logo de sua chegada no pequeno povoado, fazendo ratificação à sua orientação , pra ninguém ser malogrado.

Quem beber, não bebe mais orientação para a paz quem matou, não mate mais cachaça com satanás quem roubou não robe mais quem mentiu, não minta mais com isso, sossego em paz.

 

Com tino de progresso Padre Cícero passou a se preocupar com a alfabetização dos meninos do lugar, que queriam se transformar, porque era uma solução...

Como orientadora para eles ensinar chegou a professora, que ia alfabetizar àqueles pequeninos já com os seus livrinhos, para a aula começar...

Era Dona Naninha professora contratada, pelo Padre Cícero aqui ficou hospedada, do Rio Grande do Norte veio aqui tentar a sorte, e logo manteve estada.

A "Beata Mocinha" por ela fora criada, que mais tarde veio a ser pelo padre estimado; simplesmente governanta, que na casa mandava.

 

Tomando uma decisão a pedido dos fiéis, Padre Cícero decidiu prepara os papéis que iria antemão iniciar reconstrução sem gastar nem um mil réis.

Era a capela pequena, que não cabia mais ninguém e o povo insatisfeito já não se sentia bem com toda aquele arrocho faziam-no ficar coxo coisa assim não convém.

De acordo com a promessa a Igreja estava pronta e para inaugurá-la veja quem desponta! Aquele com "força inteira" Dom Joaquim José Vieira o altar sacramentar.

Com um fato interessante Juazeiro e história, quando numa comunhão ainda esta na memória àquela transformação causando a todos sensação era mesmo uma glória.

Maria de Araújo era ela a beata, cujo pivô do milagre o povo e quem relata, quando Cícero Romão o padre da sagração fazia a coisa sensata.

 

A Hóstia virara sangue na boca da beata (06 de março 1889) escorria pela bata molhando um pouco a toalha; se era algodão ou malha , isso não se constata!

Com muita passividade procurando se resguardar, Padre Cícero para não se resvalar guardou sigilo do caso fez o povo se calar.

Como reais testemunha, para elucidar o fato estiveram presentes três médicos? "Exato"! Que virão as transformações, uniram suas opiniões recusaram algum relato.

José Teles Marrocos, professor e jornalista, defensor do milagre colocou na sua lista, pra uma divulgação porque era intenção falar na imprensa escrita.

 

Fato foi polêmico causando grande transtorno, mistificando os fiéis crentes no assunto em torno gerando muito conflito com o padre sempre aflito sem saber o seu retorno.

Dom Joaquim José Vieira, bispo de fortaleza irritou-se com o assunto sem ver nada de clareza a um interrogatório preparado provisório o padre foi com certeza!

Composto por dois padres, o bispo fortalecido, enviou a Juazeiro a comissão sentindo, alguma coisa iria mudar por algum dia a história invertido.

 

Francisca A. Pereira e Clicério Lobo da Costa foram os padres escolhidos segundo a lei imposta vinha para observação cumprindo uma decisão da transformação da hóstia.

Os dois padres chegaram assistiram às transformações examinaram a beata e tomarão as decisões que nada houve da anormal era tudo natural, portanto não há sanções...

O bispo inconformado procurou retificar o que os padres disseram fazendo intensificar o milagre acontecido forçando ser proibido querendo-o ratificar...

 

Para uma nova comissão receber novos convites dois padres competentes sem pequenos limites, incomensuravelmente, escolhidos conscientes não se sentirão tristes...

Os padres constituídos por Antônio Alexandrino e Manoel Cândido receberam do divino uma iluminação que seria a provação do povoado em destino...

 

Agiram rapidamente convocando a beata, para uma comunhão pra eles nada constata; não temos nada a declarar simplesmente só afirmar, que a coisa está compacta.

Após terem constatado os padres da comissão que não havendo milagre tampouco transformação procuraram se preparar, para fazerem viajar cumprindo assim, a missão.

Todos os padres crédulos no fato sobrenatural, procuraram se retratar por ordem episcopal mostrando publicamente que tudo era somente uma "estória sensacional"!

Mas uma grande punição para cumprir uma ordem foi dada ao Padre Cícero sem que houvesse desordem dos seguidores afeito fugiram dos seus conceitos a suspensão da ordem.

 

Visando melhoramento à sua independência conseguia Juazeiro pela sua imponência, Padre Cícero e prefeito (22 de julho 1911) a à vice-presidência.

Dois cargos ao mesmo tempo lhe são atribuído pela sua competência o único dos escolhidos para levar adiante o sofrimento constante dos povos combalidos.

Os bens que foram doados ao Padre Cícero foram entregues à igreja pela sua própria mão sendo os Salesianos, porque estava no plano os herdeiros da doação.

 

Ainda com lucidez ao completar os noventa anos Padre Cícero faleceu (20 de julho 1934) pelo que se comenta, hoje a casa é museu onde a hóstia recebeu o povo triste lamenta.

Após a morte do padre, Juazeiro foi crescendo, aumentando sua área como vinha acontecendo a cidade prosperou a devoção aumentou com o povo aprendendo.

 

Hoje pelo o que se sabe, Padre Cícero é conhecido mundialmente falando, por que sempre foi mantido como um conhecedor daquele verdadeiro amor do povo dele sentido.

Não houve canonização porque a igreja não quis, mas o padre é santo e o povo pede bis , nos corações ele estará sempre soube profetizar acontecimentos sutis.

A oração e o trabalho sempre foram defendidos por Padre Cícero Romão àqueles pobres sofridos, que vinham pedir ajuda com "alegria" aguda pela seca eram torcidos.

 

Falar do santo padre é bom e nos envaidece o povo faz promessa e logo lhe agradece vem gente de todo o Brasil do mais humilde ao gentil, para fazer sua prece.

O sesquicentenário do Padre Cícero Romão foi muito aplaudido com grande repercussão os romeiros aos montões com pressa, sem empurrões, correndo para o sermão!

A festa como se sabe, foi deveras sem igual com discurso de elogios no salão memorial por oradores presentes outros fazendo repente s teve, portanto seu final.

 

Finalmente, agradeço à atenção dispensada pela leitura do verso, cuja história contada o padre "não faleceu" isso não aconteceu sua mensagem é lembrada.

 

Fonte biográfica :

 

Folheto de Cordel "PADRE CÍCERO PELOS CAMINHOS DA VERDADE" de julho 1995 Juazeiro do Norte - Ceará

 

Autor :

ABRAÃO RODRIGUES

 



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